20050501

Esperteza saloia

Estou a encarar isto de uma forma muito soft, mas ao mesmo tempo parece me que isto não é nada normal, se é que existe normalidade na minha ou na vida de qualquer ser humano. quer dizer, eu criei uma teoria há algum tempo que não deixaria nada, mas nada mesmo interferir com as minhas amizades, levei isso a peito e quando inadvertidamente comecei a gostar mais de uma amiga, para além do razoável numa amizade cortei o mal pela raiz tentando esquecer o disparate da coisa em nome da tal amizade, por isso afastei me. mas agora fico a perguntar mim próprio onde está a lógica da coisa se o que agora está em causa é a própria amizade que eu tenho para com essa pessoa? Bem isto é digno de figurar no consultório sentimental de uma conhecida revista popularucha aí da nossa praça, mas vem novamente fazer me perceber que o ser humano é mesmo muito complexo e cá estou eu para provar e muito bem essa complexidade...

Assim..

Hoje, passado quase 2 meses após a morte de um amigo, para variar de acidente de viação, e no dia a seguir ao casamento do meu melhor amigo, dou comigo por aqui apático a olhar para o pc a ouvir Lenny kravitz. penso q é a primeira vez que escrevo sobre a morte desse meu amigo e a lembrar me do que eu e outras pessoas disseram na altura da tragédia, que era uma injustiça, um rapaz tão novo, e nós, os mais prôximos a dizer que esta vida é uma treta e que não devemos dar importancia a coisas banais mas áquelas que tem realmente importancia, que iamos rever as nossas formas de estar na vida mediante a mediocridade da mesma, blá blá blá, blá blá blá. passado estes escassos 2 meses voltamos todos á mesma. eu voltei a minha superprotecção pessoal a sentimentos amorosos, e ao arrastar habitual da vida. se alguém deu um pontapé no charco foi o Z que passou a jogar no clube dos casados e que tem uma vida nova pela frente. como meu melhor amigo e para além de tudo desejo lhe felicidades tanto ou mais do que gostaria para mim próprio.